Catedral Metropolitana de São Paulo
O nome oficial é Catedral Metropolitana de São Paulo, corresponde à Arquidiocese de São Paulo e é dedicada à Nossa Senhora da Assunção.
Sua localização fica na Praça da Sé, s/ nº. Local bem central, no Marco Zero da cidade. A partir dele, contam-se as distâncias de Todas as rodovias que partem de São Paulo e a numeração da vias públicas da cidade.
A catedral, a praça, o conjunto de palmeiras e os monumentos do Marco Zero e de José de Anchieta foram
oficialmente declarados patrimônio histórico pela CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico,
Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) apenas
recentemente, em 2016, pela sua importância religiosa e pela ligação direta com
a história e formação da Cidade de São Paulo. Ali aconteceram grandes
manifestações populares, como os primeiros atos das Diretas Já, na década de 80.
Origem do estilo
O gótico
surgiu na França no século XII colocando fim a escuridão da época medieval.
A igreja surge como símbolo de emancipação do povo do poderio feudal.
Além do papel religioso, passa também a centralizar todas as atividades
comunitárias.
É o fim das pinturas e esculturas tenebrosas que retratam o pânico do
Apocalipse pregado pela era medieval. As igrejas surgem então imponentes e
iluminadas, induzindo os fiéis a olharem para o alto. Lembram a grandiosidade
de Deus, com suas altas torres, que se erguem como que para alcançá-lo e suas
grandes janelas com vitrais que deixam a luz entrar em múltiplas cores
representando a presença divina.
A arquitetura das igrejas surge embasada em um forte simbolismo
teológico que identifica as paredes como base espiritual da Igreja, os pilares
como representações de santos e os arcos como sendo caminhos para Deus.
Há críticas quanto a pureza do estilo, prejudicada, dizem, pela inserção
da cúpula que lhe confere o título de eclética.
Construção da Catedral
No ano de 1588, os moradores da pequena vila de São Paulo
de Piratininga disputavam com os jesuítas a permissão do poder real para construir
uma Igreja Matriz.
A construção ainda era muito rústica, feita em taipa de pilão, para vocês terem uma ideia. É uma técnica bem rudimentar que consiste em comprimir terra em forma de madeira.
Esta igreja, situada onde está o Monumento de Anchieta, escultura de Heitor Usai, na Praça da Sé, obteve a permissão só em 1591 e a construção iniciou-se em
1598 e foi finalizada em 1612.
Com a transformação de vila em cidade em 1740, a Capitania
de São Paulo tornou-se a sede Episcopal e com isso a matriz teve o seu
verdadeiro valor.
Contudo a Igreja estava bastante destruída pela passagem
do tempo e foi demolida para o início da construção, em 1745, em estilo barroco, terminada em torno de 1764. Esta modesta igreja seria a catedral de São Paulo até 1912, quando foi demolida, para a construção da Catedral atual.
Enquanto a construíam a atual Catedral a Igreja Santa Ifigênia foi a catedral.
A catedral neogótica, cujas características mais marcantes são as formas pontudas e a
iluminação natural (claraboias e vitrais), projetada pelo professor da Escola
Politécnica, , o alemão Maximilian Emil Hehl tem
- 111 m de comprimento,
- 46 m de largura e
- 65 m de altura (exceto as torres)
Tem capacidade para abrigar 8.000
pessoas. No acabamento foram usadas 800 toneladas de mármore.
Suas medidas a tornam uma das maiores igrejas do Brasil e do mundo.
Em termos arquitetônicos, a igreja tem forma de cruz latina,
com cinco naves e transepto com cúpula sobre o cruzeiro. A fachada, dotada de um portal
principal e uma grande rosácea, é flanqueada por duas altas torres. O
estilo elegido foi o neogótico, então em voga no Brasil, mas a cúpula é inspirada
por estruturas renascentistas como o célebre domo da Catedral de Florença.
Arco de ogiva ou arco quebrado
O início de sua construção se deu em 25 de janeiro 1912 pelo então
Arcebispo Dom Duarte Leopoldo e Silva.
A Catedral sonhada é hoje o que um dia ele mesmo desejou: “uma escola de arte e um estímulo
a pensamentos mais nobres e elevados (…) uma Catedral opulenta que,
testemunhando a fartura dos nossos recursos materiais, seja também um hino de
ação de graças a Deus Nosso Senhor…”
Todos os
mosaicos, esculturas e mobiliário que compõem a igreja foram trazidos por navio
da Itália.
Entretanto, devido às guerras mundiais, houve grande dificuldade para se
concluir a obra. Assim, a inauguração da nova catedral ocorreu somente em 1954, por Dom Carlos Carmelo de VasconcellosMotta, com as torres ainda inacabadas, mas a tempo para a celebração do quarto
centenário de São Paulo, no dia 25 de janeiro.
As torres foram inauguradas em 15 de novembro de 1969. As obras foram tocadas
inicialmente por Alexandre Albuquerque, e, a partir de 1940,
por Luís Inácio de Anhaia Melo.
Inauguração da Catedral, em foto de Werner Haberkorn.
RESTAURAÇÃO
Fechada durante três anos (1999-2002), a Catedral foi
restaurada.
Do projeto original, os torreões, indispensáveis para a
definição do estilo gótico da Catedral, não foram executados.
Nas suas bases, aberturas de acesso deixavam que águas de chuva
penetrassem em sua estrutura , acelerando o seu processo de deterioração.
Nesses anos todos foram executados os trabalhos de restauro das
estruturas: trincas, descupinização, sistema de águas, limpeza, restauração dos
vitrais, elementos artísticos, mobiliário e portas, novas instalações
elétricas, prevenção de combate a incêndio, luminotecnia e som, recuperação da
escadaria e construção de novos banheiros, reservatórios, elevador para
deficientes físicos e finalmente os quatorze torreões.
Vitrais - Monumentos
Ao entrarmos na Catedral, logo acima
da porta nos deparamos com três elementos responsáveis pelo crescimento
econômico do país esculpidos em pedra: cacau, trigo e uva.
Detalhe da fachada com cacau, trigo e uva esculpidos em pedra
Espalhados pelo interior e exterior da Catedral encontram-se
animais de nossa fauna como sapo-boi, tatu, tucano, lagarto e
a garça que parecem de longe vigiar tudo o que acontece ao seu redor;
além da nossa rica flora entalhada em todos os capitéis e outras figuras da
história evangelizadora de Jesus, como: os profetas e apóstolos.
Batistério
Ao lado, logo na entrada da Catedral localiza-se a Pia Batismal
rebaixada para lembrar o batismo de imersão da primitiva Igreja, onde a Pia
Batismal é confeccionada com mármore de Siena.
Mosaicos
Do lado esquerdo temos o altar de Sant’Ana. Do lado direito, o
altar de São Paulo, Patrono da Arquidiocese. Ambos executados por grandes
artistas italianos.
Altar-mor
No altar-mor encontramos as pedras de sua execução nas cores da
bandeira brasileira, o pálio, os púlpitos, a Mesa da Comunhão e todo simbolismo
de suas imagens sacras.
Altar de Sant’Ana
Presbitério
É onde está localizada a Cátedra Arquiepiscopal, o Altar “Versus
Populum” e o Ambão da Palavra que foram idealizados pelo artista plástico Claudio
Pastro e também as Estalas para os Cônegos que integram o Cabido
Metropolitano.
Vitrais
Não se pode entrar na Catedral sem notar o brilho e o
encantamento provocados pelos vitrais.
Podemos encontrar vitrais nacionais executados pela Casa
Conrado e europeus feitos por grandes artistas como Quentim, Avenali, Fontana e Max
Ingrand.
Capela
do Santíssimo Sacramento
Na lateral esquerda da Catedral localiza-se a Capela do
Santíssimo Sacramento, onde imensos anjos observam a entrada dos fiéis. Lado a
lado estão os Santos Doutores da Eucaristia, acima das bodas
de Caná e da cena de Emaús.
Capela do Santíssimo Sacramento
Sinos
O carrilhão de sinos, localizado nas torres da Catedral, é um
dos maiores do Brasil, com 61 sinos sendo 35 acionados eletronicamente.
Órgão
Essa imensa obra de arte confeccionada na Itália é considerado o
maior órgão da América do Sul, com cinco teclados manuais e cerca de 12 mil tubos
com entalhes a mão, seguindo o estilo gótico.
Órgão
Cardeal Odilo Pedro Scherer - Arcebispo Metropolitano
Padre Luiz Eduardo Baronto - Cura da Catedral
Altar de São Paulo
Fontes:






















Excelente!!! Trabalho super completo. Obrigada pelo seu empenho!!! Cris
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