Adalgisa, Elizabeth Batista, Lydia, Marialice, Regina Camargo, Cida Albino, Cleo, Gerson Eguchi
Adalgisa
Elizabeth Batista
Lydia
Olá pessoal, devo
dizer que o passeio despertou em mim um clima de muita alegria e nostalgia.
Sou a quinta filha de uma família de seis filhos, três homens e três
mulheres.
Meus pais eram descendentes de japoneses, moraram um tempo no interior
de São Paulo, onde viviam da agricultura, três filhos nasceram no
interior.Vieram à São Paulo, capital, onde foram morar na periferiazinha leste,
Vila Diva, onde nasci, bairro muito pobre, na época, hoje está melhor com
algumas melhorias.
Lembro que era bem descampado, poucas casas, muitos terrenos baldios,
com muitas arvores, onde corríamos e brincávamos muito na rua. Inclusive, na
minha casa haviam muitas arvores de frutas de amora, pé de limão, pé de
laranja etc.
Éramos felizes, apesar de pouco dinheiro, nunca faltou comida, porém,
todo o resto, era bem restrito.
Roupa ou sapato, somente no Natal, brinquedos não havia. Chorei muito
para conseguir uma bicicleta de segunda mão, na época poucas crianças tinham.
Eu era muito agarrada à minha mãe, a seguia em todos os lugares, deixava
qualquer coisa para ficar ao lado dela. Sofri muito quando ela se foi.
Estudei na escola Estadual André Moll.
O mestre que mais me identifiquei chamava-se Waldemar, figura incrível,
professor de português, era deficiente físico, vítima da poliomielite, tinha
uma didática sensacional, com ele aprendi a gostar de português. Queria ser
jornalista rsrsrs.
Então veio a adolescência, gostávamos de reuniões com um grupo para
ouvir e cantar bossa nova, passávamos horas cantando e enganando no violão,
nunca aprendi a tocar.
Algumas vezes eu e minha irmã Olga, falecida, íamos ao centro da cidade,
por onde passamos no passeio. Muitas recordações, passávamos por vários pontos
do centro, até chegarmos no cinema.
Morei neste bairro da zona leste, até me casar com 27 anos. Depois,
melhorei de bairro, fomos morar na Vila Mariana, em uma casa alugada, tempos também
difíceis, alguns apetrechos, e uma cortina feita de lençol. Meu falecido marido
era do comércio, tinha uma pequena loja, eu o ajudava,
após um ano nasceu meu primeiro filho, depois o segundo eu cuidava da casa, dosfilhos,
e ajudava na loja em épocas de maior movimento.
Com muito trabalho conseguimos comprar e construir a nossa casa, foi uma
Vitória. Os filhos cresceram, um deles casou-se e já tenho duas lindas netas.
Sou viúva, aposentada, moro com meu filho solteiro.
Estou aqui na Unifesp agora, para conviver com este pessoal muito
animado, pronta para aprender, conhecer pessoas e muitas coisas novas.
Esta é a minha história.
Obrigada
Lydia
Marialice
Regina Camargo
Fotos da inauguração da
antiga estação Sorocabana, atual Júlio Prestes, o bisavô da minha filha era o
que está de cap, chefe da estação.
Cida Albino
Memórias
Foto 1: Minha infância
As emoções que me veio na minha memória, olhando essa foto e o que representa hoje:
Esses momentos são de unidade de uma família de composta por 07 irmãos onde tem um pai, como pessoa central,uma luta para sobreviver depois da perda de sua esposa, mas se dispondo a sobreviver e manter todos
Juntos, exigindo responsabilidade de uns com aos outros,para estarmos sempre juntos e unidos, todos cuidava de todos, e todos tinha uma tarefa a cumprir, e de noitinha meu pai pegava um violão e tocava algumas cantigas e contava alguns causos de Minas Gerais, fantasmas etc para nos distrair.
Eu sou a caçula nessa foto com 07 anos , eu acho ....lembro que foi difícil, mas não entendia muita coisa a perda da mãe, tudo muito vago.
Me sentia amada e cuidada por todos com muito amor,mas meu maior amor era meu pai (um mineiro), que eu sempre queria estar grudada nele,no seu colo, ficar mexendo em seu rosto, eu tinha 05 anos.Minhas brincadeiras era todas na rua, mãe da rua, elástico, pedrinhas e também de
assustar os outros, a rua aonde morava não tinha energia elétrica na época e nem era asfaltada ainda ....,mas mesmo assim, me recordo brincando de bambolê emprestado, era um sonho ter um só pra mim. E o meu sonho
Um dia se realizou,e que dia feliz!!
Um dia no final da tarde uma das minhas irmãs vira a esquina da rua onde eu morava e brincava chegando mais perto,me deu de presente ali na rua mesmo o que eu tanto queria. Fiquei radiante de tanta alegria, eu estava exatamente com um vestidinho rodado e de imediato comecei a rodopiar com ele, nossa brinquei muito!! Pois nem sei quanto tempo eu esperei para ganhar, parecia uma eternidade. Foi esse o único presente de Natal que vem a minha memória.
Essa foto se me perguntar onde tiramos eu não saberia dizer, mas sei que me trouxe muitas emoções na minha memória.
Apenas uma foto da infância que
tenho!
E depois de tantos anos fiquei curiosa e fui em busca informações para saber a finalidade e local dessa foto, e consegui:
Foi tirada para que meu pai levasse para uma viagem para o estado de Minas Gerais para mostrar aos nossos familiares que estávamos todos bem, mesmo com a perda de nossa mãe.
2 foto: Meu casamento
Essa foto representa a importância e conquista da sobrevivência,da superação, de ter uma formação universitária, um emprego e principalmente de escolher alguém a quem eu pudesse ter só para mim, alguém que eu escolhi pra amar, viver e dividir o cuidado de uma semente nossa que estava nascendo dentro de meu ventre, foi a sensação de poder e força em conjunto e ao mesmo tempo com uma sensação de insegurança e dúvidas, e agora? Como será? Mas acreditando que tínhamos algo muito maior que teríamos que fazer e também de estarmos juntos, pois sempre gostamos das mesmas coisas e de estar juntos, casamento enfim não era muito importante e sim a união, queríamos apenas morar juntos, só casamos na igreja pra satisfazer a vontade da minha sogra, quem nem estava falando comigo direito na época pois éramos diferente em classes sociais e raciais, eu pobre e branca, ele negro e classe média. Mas confesso que depois gostei de ter casado, e agradeci, pois, sem ela eu não teria construído o grande amor da minha vida.
3 foto: Gratidão
Gratidão a Deus por ter construído um lar ter uma família abençoada temente a Deus e, por ter tido nos dado duas filhas Maira e Tainan e também condições através de nossos próprio trabalhos (inclusive o delas) a permitir acesso a educação, cursos, passeios, intercâmbios e serem formadas e profissionais competentes e compromissadas e muito envolvidas em atividades humanitárias. Hoje casadas em construção de suas próprias famílias e conseguiram nos presentear com genros que são os filhos que sempre desejamos, esses filhos continuam em busca de seus sonhos! Hoje eu estou aposentada, participo de serviços voluntário e continuo com sede de saber e uma necessidade de relacionamento continuo, pois creio que se tudo que tenho e todas as conquistas pessoais, emocionais e financeiras que foram alcançadas foi por acreditar em Deus e ser persistente, não desistir, ser resiliente e sempre tirar o melhor do que o mundo pode me oferece, e sempre em busca de novas oportunidades e vivendo um dia como se fosse o último!
Foto 4: “SENHOR ; mostra-nos a
TUA FACE”
Memórias ativadas durante a caminhada cultura na cidade de São Paulo
Pra mim o que ficou mais evidente foi o olhar e o nosso foco, a importância de vivenciamos cada momento cheio de amor, alguns dolorosos, mas são únicos, e quantas informações, gentilezas e cuidados pelos nossos professores Paulo e Claudia. Sem palavras de como marcaram meu coração e mudou a minha visão.
Presenciei estórias e vivi sentimentos de amor, dor,alegria e que estão escondidas através dos monumentos e do movimento das pessoas durante nosso passeio,como é e triste saber que muitas pessoas ainda não tem esse acesso!
Informações valiosas e
transformadoras,não só para resgatar memórias e sentimentos, mas para provocar
mudanças de valorização,vida e amor aonde vivemos e até transformar pessoas.
Refleti sobre tudo, e tenho
certeza que pra mim eu nunca mais vou ter o mesmo olhar, e quero poder
multiplicar todo o conhecimento gentilmente cedido pra mim.
Muito obrigado UAPI, Professora
Claudia e professor Paulo por todo o carinho com o grupo e pela excelência do
trabalho de vocês.
Grata
Maria Aparecida Pinto Albino / Cida Albino
Cleo
MEMÓRIAS / HISTÓRIAS
EMBASAMENTO:- VIDEOS ENVIADOS PELO PROFESSOR PAULO E O
MARAVILHOSO PASSEIO PELO CENTRO HISTÓRICO DE SÃO PAULO
REDAÇÃO COM RESGATE DE MEMÓRIAS ENVOLVENDO O CENTRO DA
CIDADE DE SÃO PAULO E AS NOSSAS HISTÓRIAS DA VIDA.
(não anexei fotos, pois não as tirei , esqueci meu
celular e não tenho nenhuma foto antiga que fale dessa época.)
O nosso passeio começou no Mosteiro de São Bento,
passamos pela Rua São Bento, pela Bovespa, e por prédios com belíssimas
construções trazendo um pouco da arquitetura portuguesa e espanhola.
Finalizamos nosso encontro na Catedral da Sé, onde
tivemos a oportunidade de conhecer a Cripta. Tive a impressão de estar num
lugar secreto, a construção é maravilhosa, cheia de detalhes, embora não muito
grande tem certa ostentação. Lá estão guardados os restos mortais dos
arcebispos, bispos e personagens históricas, como Tibiriçá, RejenteFeijo, Dom
Paulo Evaristo Arns, entre outros.
Fiquei impressionada com a exposição do Santo Sudário,
realmente me emocionou, ainda mais nessa semana Santa que antecede a morte e
ressurreição de Jesus Cristo. A Catedral é maravilhosa, tendo a arquitetura eclética,
vários elementos de estilo distinto, como a sua cúpula e o arco ogival, mas que
predomina claramente é o estilo Neogótico.
A sua construção começou em 1913 e terminou cerca de 40
anos depois, por iniciativa de Dom Duarte Leopoldo e Silva, primeiro arcebispo
de São Paulo, homem de grande visão, que queria que São Paulo tivesse em seu
coração uma Catedral para reunir os católicos da metrópole paulistana e que
fosse capaz de elevar os pensamentos, os olhos e o Louvor a Deus.
Nesse momento de oração e introspecção lembrei muito do
meu querido pai, homem de fé e muito amor, que trouxe para o seio da minha família
a religiosidade.
Confesso que assisti e estudei todos os filmes e que uns
passaram batidos no meu enxergar e outros, como o último me tocaram
profundamente.
O primeiro filme foi sobre a Terra Desolada que contou
sobre o primeiro português a chegar na Aldeia Tibiriçá no Largo São Bento, cujo
nome é João Ramalho.
Tibiriçá foi ao encontro de João Ramalho de Martim Afonso
e de mais 500 indígenas e nesse momento Martim Afonso recebe a primeira
Capitania, que nada mais é que a divisão territorial. O interesse dele era
fazer um comércio de especiarias com a Índia, mas também encontrar ouro e
prata.
O vídeo continua e eu fico pensando que ninguém vinha com
o coração aberto para cuidar e fazer crescer, cada um tinha seus interesses e
isso me despertou a vontade de estudar as Cartas dos Jesuítas, que certamente
buscarei.
O segundo filme foi sobre a Descoberta do Ouro. Em 1890
foi descoberto ouro em Minas Gerais pela colônia portuguesa, quando a notícia
se espalhou , houve deslocamento de pessoas atrás dessa descoberta, muita briga
entre os bandeirantes, os portugueses e os assaltantes. O dinheiro sempre falou
mais alto, São Paulo era subdesenvolvida e se tivessem chegado com intuito de
crescimento não teria existido tantos crimes. A Ganância sempre imperou.
No terceiro vídeo foi relatado o Quadrilátero do Açúcar.
No século XV a cana chegou a custar o valor do Ouro.
Os portugueses perceberam que tinham condições de receber
essa plantação no Oeste Paulista: Campinas, Piracicaba, Limeira, São Carlos,
com mão de obra negra e aí, fico triste de constatar que o preconceito se faz
presente na cor de pele dos homens que tanto ajudaram quer no ouro, no café ou na
cana.
A nossa história poderia ter acontecido de uma forma mais
respeitosa, pois somos todos iguais perante Deus.
No quarto Vídeo foi falado sobre a Independência de São
Paulo.
Em 1808 vinda da Família Real, quando a corte chega São
Paulo é fundamental para as negociações e abastecimento do Rio de Janeiro.
Dom João VI criou e fundou na América um império,
escolheu excelentes ministros. Retratam-no como bobalhão, mas ele deixou o
Brasil maior que encontrara.
Em 1820 na cidade do Porto em Portugal acontece a
revolução do Porto e Dom João teve que regressar à Portugal e deixa seu Filho
Dom Pedro como Príncipe Regente, essa revolução tinha como objetivo reduzir o
Brasil ao seu antigo estatuto de Colônia, com isso o Brasil perderia totalmente
a autonomia.
Dom Pedro, fiel ao seu pai vê sua condição complicada.
Em 07 de setembro de 1822 ocorreu o chamado Grito do
Ipiranga – A Independência do Brasil.
Em 12 de outubro de 1822 o príncipe foi proclamado Dom
Pedro I no Rio de Janeiro e o país leva o nome de Império do Brasil.
Somente depois de três anos Portugal finalmente reconhece
a Independência e em 29 de agosto de 1825 foi assinado O Tratado de Amizade e
Aliança entre Brasil e Portugal.
Nesse vídeo fiquei impressionada com a educação, respeito
e amor que Dom Pedro tinha por seu pai.
Lembrei muito do respeito que sempre tive pelo meu pai,
pois ele sempre passou bons exemplos e muito amor.
No quinto Vídeo conhecemos O Café no Oeste Paulista.
No Século XIX toda a economia gira em torno do café,
criando modernidade pra São Paulo, realmente um marco divisor na nossa
história.
Nos anos 40 chegaram lavradores alemães e suíços, que
para trabalhar exigiam morar longe dos escravos.
A imigração cresceu e aconteceu a transição do trabalho
escravo para a mão de obra imigrante, porem os fazendeiros estavam acostumados
a lidar com os escravos e não com os imigrantes, que tinham sonho de ter acesso
à terra como proprietários.
Eles mudavam de fazenda pela remuneração e pela educação
com que eram tratados
Foi construída a estrada São Paulo x Santos. Nesse vídeo
também foi relatado o marco do quarto Centenário – 1922 -, que foi maravilhoso
e conhecido como Ano Santo.
Victor Brecheret escultor do Monumento as Bandeiras
inaugurou a abertura do Parque do Ibirapuera.
Me impressionei bastante pela belíssima arte de
Brecheret, que tanto nos encanta até hoje e pela conservação da mesma.
No quinto Vídeo foi mostrado o Café no Vale do Paraíba. O
café é uma planta da Etiópia no caribe, onde é hoje o Haiti, foi o primeiro
lugar que os europeus franceses e holandeses conseguiram produzir em grande
escala.
Em 1791 ocorreu a Revolução Haitiana, também conhecida
como Revolta de São Domingos, foi um conflito brutal, levando a eliminação da
escravidão e a Independência do Haiti, formando a primeira República governada
por pessoas de ascendência africana.
Os europeus mudaram a botânica da planta do café, eles
cortavam para que ela crescesse dois metros ao invés de quatro metros,
facilitando a colheita e também começaram a plantar nas linhas verticais, com
grande distanciamento uma das outras e sempre no morro para que o capataz
tivesse melhor visão. Mas devido essas mudanças houve nas décadas de 50, 60 e
70 um esgotamento da terra.
Em 13 de maio de 1888 os fazendeiros perderam sua maior
riqueza Os escravos.
No Sétimo Vídeo – Novas Idéias boa parte da população
viviam em fazenda, falava-se muito pouco em português. Só depois de ter criado
Academia de Direito acontece a Revolução com debates e em 1827 foi fundada a Faculdade
de Direito do Largo São Francisco.
Nos anos 50 começa aumentar o número de estudantes,
geração literária. Castro Alves, universitário, falava que aqui era muito frio,
ele ficou um ano e escreveu Navio Negreiro.
José Bonifácio foi um grande professor dessa geração. A
faculdade era um reduto literário, político com alunos republicanos e
abolicionistas.
Luis Gama figura fundamental coloca sua vida pelos
escravos. Quando ele morreu a cidade ficou triste, as lojas fecharam, o povo
apinhava por onde passava o enterro. Nunca houve amigo igual em São Paulo.
Relatando esses fatos, lembrei muito que em 1964 na
frente da Faculdade do Largo São Francisco tinha toda cavalaria, lembro também
vagamente que ficamos sem aula e presos em casa com muito medo. Época triste.
Em 28 de setembro de 1871 assinada pela Princesa Izabel
nasce a Lei do Ventre Livre, onde todos os filhos das mulheres escravas nascidos
a partir dessa data estavam libertados.
Na época de 1877 a Campanha Abolicionista contava com o
apoio de vários setores da sociedade e o fim da escravidão era uma necessidade
nacional.
No dia 13 de maio de 1888 finalmente a Regente Isabel
assina a Lei Áurea que dizia:- A partir dessa data, ficam libertos todos os
escravos do Brasil, pois esse motivo foi chamada de Redentora.
O Brasil foi o ultimo país do ocidente a abolir o
trabalho escravo e, exatamente, por isso, a abolição da escravatura foi
resultado de um longo processo que contou com muita mobilização popular e
política. Essa mobilização foi a responsável por pressionar a monarquia
brasileira e faze-la ceder, decretando a Lei Áurea em 13 de maio de 1882.
Embora essa Lei era necessária por problemas políticos,
seria maravilhoso que existissem mais Isabeis para assinar a lei do respeito ,
a Lei do Amor, a Lei da boa convivência onde fosse abolido o preconceito e a falta de amor.
Quero agradecer a UAPI, a Professora Dra. Claudia que nos
conduz com amor e conhecimento e ao Professor Paulo que nos fez andar pelas
ruas de São Paulo, traduzindo a nossa história com inteligência e muito bom
humor.
Gratidão
Cleo
Lá nos meus tempos de criança, ao querer saber a hora certa,
como poderia conseguir?
Sim, naquela época se ouvia muito o rádio.
Eu trabalhava num armazém de meu pai.
E, tinha um freguês, já um senhor de idade, espanhol,
aposentado, que sempre estava a contar causos no armazém.
Eu não conhecia nada de São Paulo. Morava em Guarulhos, num
bairro chamado Vila Augusta, um bairro gostoso, porém afastado de tudo,
naqueles tempos.
Comentava que em São Paulo, sempre andava pela região central
e tinha esse Mosteiro que tocava seus sinos a cada 15 minutos. O interessante é
que esse relógio era pontual e todas as pessoas acertavam seus relógios por
ele.
E, que havia uma rádio, não tenho certeza se era Rádio São
Paulo ou América... Que, ficava nas proximidades e tocava o sino pelo rádio.
Achei interessante e
passei a sintonizar para acompanhar ao hora certa.
Ah esse velho espanhol, Sr Pedro, muita saudade... Homem bom,
honesto e sempre sincero. E amigo...
Sim, há muita gente boa e servia de referência para uma vida
futura e digna...
As badaladas do Mosteiro de São Bento






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