A Praça da Sé localiza-se
no subdistrito da Sé, bairro homônimo; e na região central do município de
São Paulo. Nela encontra-se o Marco Zero da cidade, um mini obelisco
considerado o centro geográfico do território. A partir deste marco, são
medidas as distâncias das rodovias que passam por São Paulo e são definidas as
numerações das vias da cidade.
1966 – Cartão postal com o edifício Mendes Caldeira foto: autor desconhecido
Símbolo maior e mais
tradicional do Centro Histórico da cidade, a Praça da Sé é uma referência da
capital paulista e nela ocorreram eventos que mudaram a história do Brasil. Um
exemplo de manifestação que ocorreu na região foi o Diretas Já, movimento
civil que reivindicava eleições presidenciais diretas no País e ocorreu entre
os anos de 1983 e 1984, após o final da Ditadura Militar. O nome da praça tem
origem na ocorrência de seu desenvolvimento em frente à Sé da capital de São
Paulo.
Antigamente, a praça era
chamada de “Largo da Sé” e seu desenvolvimento ocorreu através da construção da
Igreja Matriz e de várias edificações em seu entorno na época da colonização.
Essa Igreja seria substituída, a partir do século XX, pela Catedral
Metropolitana de São Paulo, após ampla reforma que tornou seu estilo neogótico,
como é vista atualmente no local.
Durante os anos 70, uma
equipe de profissionais da Prefeitura de São Paulo, sob liderança de José
Eduardo de Assis Lefèvre, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da
Universidade de São Paulo (USP), realizou um projeto paisagístico que se
reflete na Praça da Sé até hoje. Isso ocorreu devido às obras do Metrô de São
Paulo naquela região. Houve a necessidade da demolição de todo o quarteirão e a
paisagística teve que ser repensada.
Influenciados por projetos
realizados na Costa Oeste dos Estados Unidos, encabeçados pelo paisagista
Lawrence Halprin, a equipe de arquitetos utilizou, na reforma da Praça da Sé,
conceitos como volumes prismáticos de terra, espelhos d’água, jogo de
patamares, entre outros.
Tais elementos surgem de forma integral no projeto da
praça. Porém, a utilização de espelhos d’água gerou críticas por incentivar que
os mendigos permanecessem no local.
No ano de 2006, a praça
sofreu uma reforma quase completa e foi entregue pelo então prefeito Gilberto
Kassab na data de aniversário da cidade, 25 de janeiro. As principais
características desta reforma foram a colocação de passarelas sobre os espelhos
d’água, aumento da integração entre os passantes e as esculturas locais e
reforma dos canteiros e das caixas de terra.
Fonte: Infoescola
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