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sábado, 9 de novembro de 2019

SEXO | SEXUALIDADE | ORGASMO | MATURIDADE | PRAZER | SEXUAL | BETTH RIPOLLI

SEXO | SEXUALIDADE | ORGASMO | MATURIDADE | PRAZER | SEXUAL | BETTH RIPOLLI


Betth Ripolli

Sexo tem idade, depois dos 50, 60?

O Sintonia pela ALLTV traz a doutora em ciências e psicóloga gerontóloga, dra Claudia Ajzen para mostrar como perceber “O SEXO NA MATURIDADE”.

Vai comentar o que realmente é sexualidade, os preconceitos e mitos atribuídos às pessoas mais velhas, o que se modifica após os 60 anos, qual a diferença nos comportamentos sexuais de homens e mulheres e dar dicas para os jovens acima de 60 que gostariam de sentir-se mais livres para experienciar, entender e viver a sexualidade.

"Valorize-se pela mulher que você é"

A você idoso:
Elimine seu preconceitoSe olhe no espelho, faça as pazes com essa pessoa que está vendo agora.A gente conta com você para melhorar o mundo.

Dra Claudia Ajzen

Facebook: https://www.facebook.com/claudiaajzenpsicologa/

INFORMAÇÕES DE CONTATO
Ligar (11) 98994-8887
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Possui graduação em psicologia pela Universidade Paulista (1988). Está há 20 anos atuando na Universidade Aberta para as Pessoas Idosas - unidade UAPI Vila Clementino da Universidade Federal de São Paulo. Há 7 anos na coordenação desta unidade. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em atuação com idosos há 20 anos. Atuou no ambulatório de Geriatria e Gerontologia com atendimentos em Psicoterapia Cognitiva à idosos. Ministra aulas na UAPI - UNIFESP. Especialista em Gerontologia pelo Disciplina de Geraitria e Gerontologia - DIGG/UNIFESP. Espécialista em Educação em Saúde pelo Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior em Saúde - CEDESS/ UNIFESP. Mestre Profissional em Ensino em Ciências da Saúde pelo Centro de Desenvolvimento do Ensino Superior em Saúde - CEDESS/ UNIFESP. Doutora em Ciências - Escola Paulista de Enfermagem - EPE /UNIFESP


FORMAÇÃO ACADÊMICA
Doutorado em Enfermagem
2015 - 2018
Universidade Federal de São Paulo
Título: Representações Sociais de Idosas Sobre o Corpo e Sexualidade no Envelhecimento
Prof. Dr. José Roberto da Silva Brêtas. Palavras-chave: idosos; sexualidade; comportamento sexual; pesquisa qualitativa.Grande área: Ciências da SaúdeSetores de atividade: Atividades de atenção à saúde humana.
Mestrado profissional em Ensino em Ciências da Saúde
2009 - 2011
Universidade Federal de São Paulo
Título: Indagação Dialógica Problematizadora na Formação Didático Pedagógica em Saúde, Ano de Obtenção: 2011
Orientador: Profa Dra Lidia Ruiz Moreno Brisola
Especialização em Educação em saúde
2007 - 2008
Universidade Federal de São Paulo
Título: A influência do uso da informática na qualidade de vida de pessoas da terceira idade
Orientador: Ively Guimarães Abdalla
Especialização em medicina
2006 - 2006
Universidade Federal de São Paulo
Título: O Perfil dos alunos do curso de introdução à micro informática UATI - UNIFESP
Orientador: Naira Dutra Lemos
Diferenças das "Caixinhas"

                                                                                                             I

The Mask You Live In | O documentário que todo homem precisa assistir

Para mudar o mundo machista em que vivemos, precisamos atuar nas causas do problema. É o que propõe o documentário The Mask You Live In, que traz uma nova perspectiva sobre o machismo enraizado em nossa sociedade.
“Ele usa uma máscara, e seu rosto se adapta para preenchê-la.”
Ainda que seu contexto tenha sido uma crítica ao imperialismo, a emblemática frase de George Orwell no texto Shooting an Elephant representa perfetamente as ideias de The Mask You Live In: desde jovens, homens são forçados a vestir uma máscara de “masculinidade”.
E ao longo de suas vidas, moldam suas ações a esta ideia da sociedade sobre o que é ser homem.
The Mask You Live In estreou no Festival de Sundance em 2015, e é o segundo documentário escrito, produzido e dirigido por Jennifer Siebel Newsom. Na mesma linha, seu primeiro filme Miss Representation (2011) explora como as mulheres são representadas de forma limitada nas mídias de massa, raramente aparecendo em posições de poder.
O propósito de The Mask You Live In é tocar no cerne do problema: a criação de meninos em nossa sociedade. Ao contar com depoimentos de todos os tipos de especialistas, entre eles educadores, sociólogos, psicólogos e atletas, o documentário torna-se material obrigatório não só para todos os homens, mas também para pais e mães de meninos.
Na crítica ao machismo e a questões como a cultura do estupro, o diferencial da obra é mostrar que os homens que são geralmente tratados como culpados, são também vítimas deste processo. 

Meninos machucados tornam-se homens machucados


The Mask You Live In - Documentário 2
A tese de The Mask You Live In portanto é simples:
 todo homem abusador, que perpetua o machismo, foi um dia um menino abusado,
que sofreu com uma educação machista. E se você é homem, com certeza vai se identificar com as questões abordadas na obra.
É muito normal que durante sua infância e adolescência, um menino ouça com frequência lições sobre o que é ou o que não é “coisa de homem”. De “homem não chora” a “engrossa essa voz”, os jovens em formação vão incorporando a máscara que a sociedade espera que eles vistam, gerando uma ansiedade constante sobre “precisar provar sua masculinidade o tempo todo”, como defende o professor de Sociologia Michael Kimmel.
O garoto que zomba de outros garotos que não agem como “um homem de verdade”, provavelmente já foi zombado, muitas vezes dentro de sua própria casa.
Sabemos que, de acordo com a psicologia comportamental, parte do aprendizado se dá por reforçamento/punições e pela observação de modelos. Quando um menino age de acordo com o que é esperado de um homem, tem seu comportamento reforçado pelos pais e pela sociedade à sua volta, através de recompensas sociais, como um olhar de aprovação ou comentários do tipo “esse meu filho é muito macho mesmo”. Como consequência, a criança irá reproduzir o comportamento, esperando obter recompensas novamente.
Mas quando age de forma diferente do que seria esperado, é comum ser punido. Na maioria das vezes a punição não vem através de um castigo ou de uma surra (ainda que muitas vezes isso possa ocorrer), mas de forma emocional. Além da clássica frase “isso não é coisa de homem”, novamente apenas um olhar de desaprovação ou decepção de um pai seria suficiente para que o filho aprendesse que aquele comportamento não deve ser reproduzido novamente.
Desta forma, os meninos são treinados a esconder suas emoções e a rejeitar todas as qualidades que são vistas como “femininas”, como a sensibilidade, o acolhimento, a intimidade com colegas e até mesmo o gosto pelas artes.
Tudo para evitar que sua masculinidade seja questionada.
Não à toa, o filme apresenta algumas estatísticas assustadoras da sociedade norte-americana. Nos Estados Unidos, meninos são duas vezes mais propensos a reprovar ou largar a escola que meninas, e quatro vezes mais propensos a serem expulsos. O suicídio é a terceira causa mais comum de mortes entre jovens garotos, e 21% relatam acessar pornografia todos os dias.
Estas são apenas algumas das consequências de uma cultura que gera um estado constante de ansiedade e pressão nos jovens. Os efeitos, no entanto, não se encerram na infância e adolescência. Afinal, meninos machucados tornam-se homens machucados, que muitas vezes irão perpetuar estes valores a seus filhos.
Quando analisamos essas questões, fica bastante claro o quanto a reprodução destes valores faz mal para nossa sociedade como um todo. No entanto, uma questão importante é: por que homens continuam perpetuando valores que também fazem mal a si próprios e a seus filhos?

Por que ideias nocivas se perpetuam


Para participar da sociedade, o ser humano se molda e adota os valores daquela cultura. Muitas vezes a prejuízo de sua própria individualidade, em busca de aceitação. Com isso, reproduz comportamentos que podem ser nocivos a si mesmo, perpetuando costumes que por algum motivo parecem estar acima de seu julgamento crítico.
Mas por que meninos atacam outros meninos que não se comportam de forma “máscula”? O que ganham os homens ao fazer piada de outros homens “afeminados”?
Afinal de contas, ao perpetuarem críticas ao modo de outros se comportarem, em algum momento essas críticas podem se voltar contra si mesmos, se tiverem qualquer tipo de comportamento que também não se aplique a esses preceitos do que seria ou não “coisa de homem”.
Muitas vezes, parece que meninos ou homens que zombam dos demais o fazem guiados por uma certa forma de “inveja”, ainda que inconsciente, por falta de uma melhor palavra.
Como suas próprias identidades foram construídas desde cedo em torno da repressão de sua espontaneidade em nome de um comportamento “de homem de verdade”, quando se confrontam com outros seres do sexo masculino que não cederam a esta repressão, sente uma espécie de raiva e necessidade de aplicar também esta opressão.
Se uma pessoa vive presa por correntes, pode ser difícil aceitar que outras como ela consigam ser totalmente livres.
Ou seja, “se eu tenho que me esforçar 100% do tempo para ser macho, então você também tem que fazer isso”. Se este homem “permite” que outro viva sem estas amarras, é como se isto invalidasse a própria identidade do agressor, que, por sua vez, passou por grande esforço e sofrimento para se adaptar a estes valores.
É como se s pessoa tivesse se esforçado a vida inteira para aprender as regras de um jogo e alguém lhe falasse que aquele jogo não tem nenhum valor. É um questionamento direto a identidade deste homem que teve sua liberdade castrada desde menino.

A educação é o caminho


Quanto mais velho, mais difícil fica “sair do automático”, e entender que os valores que nos foram ensinados não são necessariamente bons para nós e para a sociedade como um todo. E por isso é tão nocivo infectar as novas gerações com estes comportamentos.
Como quebrar o ciclo? Certamente através da reflexão, da análise das consequências que a cultura machista provoca em nossa sociedade, e da tentativa de mudar nossas pequenas atitudes que alimentam esse vírus que se propaga de geração em geração.
E nisso o documentário The Mask You Live In faz um ótimo trabalho, assim como Queer Eye.
Que possamos educar os futuros homens de nossa sociedade, para que estes meninos tenham a liberdade de definir o que irá representar “ser homem de verdade” daqui para frente.
Fonte: FarofaGeek

The Mask You Live In | A Máscara Em Que Você Vive [2015] [COMPLETO] [HD] [LEGENDADO PORT E ESPANHOL]


Este documentário sobre a “crise dos meninos” nos EUA explica como criar uma geração de homens mais saudáveis e apresenta entrevistas com especialistas e acadêmicos. Site oficial: http://therepresentationproject.org/f... Outros documentários que podem nos ajudar a entender COMO CHEGAMOS A ISSO podem ser encontrados nestas playlists: https://www.youtube.com/playlist?list... https://www.youtube.com/playlist?list...

 Queer Eye.




#UAPI Vila Clementino, #ClaudiaAjzen

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

UAPI Unifesp Vila Clementino Passeio ao Museu de Arte Sacra de São Paulo

Museu de Arte Sacra 
de São Paulo
(Nosso Passeio: 07/11/2019)




Museu de Arte Sacra de São Paulo é fruto de um convênio celebrado entre o Governo do Estado e a Mitra Arquidiocesana de São Paulo, em 28 de outubro de 1969 e sua instalação data de 29 de junho de 1970
A partir desta data, o Museu de Arte Sacra de São Paulo passou a ocupar a ala esquerda térrea do Mosteiro de Nossa Senhora da Imaculada Conceição da Luz e a antiga Casa do Capelão, antes administração, e onde, desde 1999, está exposto o acervo de presépios do museu.
A parte mais antiga do complexo foi construída sob orientação de Frei Antônio de Santana Galvão para abrigar o recolhimento das irmãs concepcionistas, função esta que também se mantém até hoje.
O acervo do museu começou a ser formado por Dom Duarte Leopoldo e Silva, primeiro arcebispo de São Paulo, que a partir de 1907 começou a recolher imagens sacras de igrejas e pequenas capelas de fazendas que sistematicamente eram demolidas após a proclamação da República. Na década de 1970, foi possível ampliar significativamente esse acervo.
Atualmente, as principais atribuições do Museu de Arte Sacra de São Paulo são: 

  • recolher, classificar, catalogar e expor convenientemente objetos religiosos cujo valor estético ou histórico recomende a sua preservação; 
  • expor permanente, pública e didaticamente seu acervo; 
  • promover o treinamento, a capacitação profissional e a especialização técnica e científica de recursos humanos necessários ao desenvolvimento de suas atividades; 
  • incentivar e apoiar a realização de estudos e pesquisas sobre arte sacra e história da arte;
  • promover cursos regulares, periódicos ou esporádicos de difusão, extensão e de treinamento sobre temas ligados a seu campo de atuação.


Ficha Técnica
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Governador do Estado
João Dória
Secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo
Sérgio Sá Leitão
Secretária Adjunta
Cláudia Pedrozo
MUSEU DE ARTE SACRA DE SÃO PAULO
Diretor Executivo
José Carlos Marçal de Barros
Diretor de Planejamento e Gestão
Luiz Henrique Marcon Neves

INFORMAÇÕES:

HORÁRIO

FUNCIONAMENTO
Terça a domingo – 9h às 17h
Presépio Napolitano – 10h às 11h e das 14h às 15h
Segundas 
– fechado
A bilheteria funciona até 30 minutos antes do fechamento do Museu.

INGRESSOS

Sábado: gratuito
Demais dias: R$ 6,00 (estudantes pagam meia)
Isentos: idosos acima de 60 anos; crianças até 7 anos; professores da rede pública (com identificação) e até 4 acompanhantes; Policiais Militares, Civis e da Polícia Técnico-Científica, aposentados, pessoas com deficiência e guias cadastrados no ministério do turismo (CADASTUR).
AGENDAMENTO DE GRUPOS
(11) 3326.3336 | opção 1 da gravação
agendamento@museuartesacra.org.br
O agendamento será efetivado com grupos de no mínimo 10 pessoas.

LOCALIZAÇÃO

Endereço:
Avenida Tiradentes, 676
Luz – São Paulo/SP
CEP 01102-000
Metrô:
Estação Tiradentes (Linha Azul - 1)
Estacionamento gratuito:
Rua Dr. Jorge Miranda, 43 – Luz – São Paulo – SP
O estacionamento possui bicicletário e vagas exclusivas para idosos e deficientes.

 
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Museu de Arte Sacra de São Paulo é uma das principais instituições brasileiras voltadas ao estudo, conservação e exposição de objetos relacionados à arte sacra

Localiza-se na cidade de São Paulo, na ala esquerda do Mosteiro da Luz, um convento de recolhimento de monjas enclausuradas, fundado em 1774 por iniciativa de Frei Galvão (1739-1822) onde estão seus restos mortais, foi o primeiro santo brasileiro

O mosteiro é a única edificação colonial do século XVIII em São Paulo a preservar seus elementos, materiais e estrutura originais. 

Encontra-se inserido em meio à última chácara conventual urbana do país. Foi tombado como monumento arquitetônico de interesse nacional em 1943, pelo então SPHAN (atual IPHAN) e, posteriormente, pelo Condephaat.

Mantido por um acordo entre o Governo do Estado e a Arquidiocese de São Paulo, o museu foi fundado em 1970. Abriga um dos mais importantes acervos de arte sacra do Brasil, acumulado pela Mitra Arquidiocesana ao longo do século XX, com peças provenientes de antigas igrejas de todo o país. E também com imagens de santos feitas no Brasil e na Europa entre os séculos XVI e XX, além de pratarias e quadros. A coleção, também tombada pelo IPHAN, abarca obras brasileiras e estrangeiras produzidas a partir do século XVI, com especial ênfase na imaginária do período colonial e várias obras de artistas exponenciais como Aleijadinho, com réplicas das estátuas dos seus profetas do lado de fora do museu, Frei Agostinho da PiedadeFrei Agostinho de JesusMestre ValentimMestre AtaídeAlmeida Júnior e Benedito Calixto.



O Museu da Cúria
patrimônio que se conserva hoje no Museu de Arte Sacra de São Paulo tem sua origem em uma importante coleção, gradativamente formada desde o início do século XX, por iniciativa de dom Duarte Leopoldo e Silva, primeiro arcebispo de São Paulo

Por ocasião da demolição da antiga Sé paulistana, para a construção da atual, dom Duarte determinou a distribuição por diversas igrejas da capital das obras de arte sacra da igreja demolida, na expectativa de reuni-las novamente em uma coleção unificada. Assim, já na primeira década do século XX (provavelmente em 1907), é inaugurado o "Museu da Cúria", o primeiro dessa tipologia no Brasil.

Para constituir seu acervo, dom Duarte mandou recolher diversas imagens sacraspinturasmóveis e objetos litúrgicos (alfaiasostensóriosbáculos, etc.) provenientes de capelas de fazendas demolidas e de igrejas, mosteiros e conventos do interior e da capital paulista. 

Além das peças da antiga Sé, o museu logrou reunir obras dos já demolidos Recolhimento de Santa Teresa, em São Paulo, e da Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Rio de Janeiro, das ruínas das Missões Jesuíticas do Rio Grande do Sul, e de diversas capelas e igrejas barrocas de Minas GeraisBahiaPernambuco e do Centro-Oeste brasileiro

Dom Duarte também doou ao Museu da Cúria sua importante coleção particular de numismática.
Mestre Valentim (c. 1750-1813) Anjo, século XVIII.

O Museu de Arte Sacra

O Museu da Cúria continuou a recolher peças provenientes do interior paulista e acomodar os acervos das várias igrejas da capital demolidas ao longo da primeira metade do século XX. Até então, o acervo era mantido em uma sala na sede da Cúria, na rua Santa Teresa. 

Em 1969, quando Abreu Sodré era governador de São Paulo, seu Secretário da Fazenda, Luís Arrobas Martins, empenhado na criação e consolidação de uma rede de equipamentos culturais no estado, deu início às negociações junto ao cardeal Agnelo Rossi visando a criação do Museu de Arte Sacra de São Paulo, a ser constituído pela junção do acervo da Cúria e de obras do governo paulista. 

O convênio entre governo e a Arquidiocese foi aprovado e, após obras de restauração do Mosteiro da Luz, coordenadas pelo IPHAN, o museu foi ali instalado e aberto à visitação pública, em 29 de junho de 1970.

Ao acervo inicial, juntou-se um conjunto de imagens e pinturas transferidas pelo governo do estado do Museu do Ipiranga e outras peças sacras adquiridas no mercado de arte por Luís Arrobas Martins. Outras ainda seriam doadas por artistas, colecionadores particulares e empresários, nomes como os de Pietro Maria Bardi e Ciccillo Matarazzo

No final da década de 1970, o Mosteiro da Luz passou por outra grande reforma, agora empreendida pelo Condephaat, que visava recuperar sua antiga fisionomia dos Setecentos. Nessa época, assume a direção do museu o padre Antonio de Oliveira Godinho, que busca reformular o perfil museológico da instituição e estabelece critérios didáticos para a exposição das obras do acervo. Em 1979, o museu recebe a visita do pontífice João Paulo II.

Atualmente, o museu ocupa o pavimento térreo da ala esquerda do Mosteiro da Luz, além da chamada “Casa-Forte” (antigo cemitério das religiosas falecidas em clausura no mosteiro) que abriga algumas das mais preciosas peças da coleção. 

A instituição ainda conserva a seção denominada “Museu do Presépio”, um dos mais raros conjuntos desse gênero no mundo, exposta, durante parte da década de 1980, sob a Grande Marquise do Parque do Ibirapuera. Promove exposições temporárias e atividades educativas e culturais, presta auxílio e atendimento a pesquisadores e mantém publicações especializadas. 

Abriga ainda uma rica biblioteca, com publicações, documentos e obras raras datados de princípios do período colonial.
São Pedro, Papa Portugal, século XVIII

O Mosteiro da Luz
                                  Mosteiro da Luz em fotografia de 1867
Considerado um dos mais importantes e bem conservados exemplares da arquitetura colonial brasileira do século XVIII, o Mosteiro da Luz tem suas origens na capela em homenagem a Nossa Senhora da Luz, erguida pelo colonizador Domingos Luís, dito "O Carvoeiro", na então distante região chamada de "Piranga" (o atual bairro paulistano do Ipiranga). Em 1603, Domingos Luís mudou-se para o Campo do Guaré, reconstruindo nessa localidade o pequeno templo. A capela tornou-se ponto de referência e acabou por dar seu nome ao bairro: Luz.

Pátio do mosteiro.
A ideia de construção do Mosteiro da Luz foi baseada nas visões da Irmã Helena Maria do Espírito Santo do Antigo Convento de Santa Tereza, aproximadamente em 1772. Ela afirmava ter visões de Jesus Cristo pedindo a construção de um local para recolhimento. Antonio de Santana Galvão que era o confessor da Irmã confirmou a autenticidade das visões após discutir com sacerdotes e teólogos da cidade.
Para escolher o local da construção, foram tomadas providências com o Governador do bispado, o Cônego Antônio de Toledo Lara e o Governador da Capitânia, o Capitão-General D. Luiz Antônio de Souza Botelho e Mourão conhecido como o "Morgado de Mateus". Morgado de Mateus doou um terreno para a construção do espaço de recolhimento por meio de uma Carta de Sesmaria.[2]
Na época, uma lei do Marquês de Pombal, então Secretário de Estado do Reino, proibia a abertura de conventos ou mosteiros. Tendo em vista as restrições, Frei Galvão levou as freiras para morarem nas casas próximas à capela, não oficializando a região uma área religiosa. Apenas um local onde moravam senhoras que queriam viver sob preceitos cristãos.
As freiras passaram a morar na região em 2 de fevereiro de 1774 sob o nome de Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição. Logo após, Frei Galvão providenciou a construção de uma nova capela porque aquela se encontrava em mal estado e as casas estavam prestes a ruir. Fez um projeto para uma nova edificação e convidou as Irmãs a participarem da construção juntamente com os escravos e tapeiros emprestados de suas famílias.


 Recolhimento da Luz, óleo sobre tela de Benedito Calixto (1853-1927), São Paulo
O próprio frei Galvão projetou o edifício e trabalhou como pedreiro e supervisor durante a sua construção, concluindo-o parcialmente em 1788. Nos anos seguintes, continuaria a realizar novas ampliações, incorporando a antiga Capela da Luz ao novo prédio. Após sua morte em 1822, frei Galvão foi sepultado no recolhimento, marcando o local como destino de vários peregrinos. Frei Lucas José da Purificação foi incumbido de continuar as obras do edifício, que prosseguiram até as primeiras décadas do século XIX.
Em 1929, o recolhimento foi incorporado canonicamente à Ordem da Imaculada Conceição, sendo assim elevado à categoria de mosteiro. Foi tombado em 1943 e, desde 1970, abriga o Museu de Arte Sacra de São Paulo na ala esquerda da edificação. As internas, ditas irmãs concepcionistas, vivem até hoje em regime de clausura, na parte reservada do mosteiro, sem acesso ao público. Completam o conjunto arquitetônico a igreja da Luz, a antiga capela e o cemitério das religiosas, envoltos pelo último remanescente das chácaras conventuais urbanas do país.

O passeio vale por três: 
  • no museu, que ocupa parte do antigo Mosteiro da Luz, estão imagens de santos produzidas entre os séculos 16 e 20 no Brasil e na Europa, além de quadros, pratarias e mobiliários usados nas missas ao longo dos séculos. 
  • Em um espaço anexo, há uma exposição com presépios de vários países do mundo ( Em manutenção, o Presépio, até o final de ano).Entre os dois locais, há uma capela erguida no século 18, onde estão os restos mortais de Frei Galvão (1739-1822), o primeiro santo brasileiro. Do lado de fora, há réplicas em tamanho real das estátuas dos profetas criados por Aleijadinho. 
  • Na capela, vale apreciar a riqueza de detalhes do altar-mor, cuja estrutura forma uma espécie de escadaria com contornos de ouro
O Mosteiro da Luz, aonde está instalado o Museu de Arte Sacra, contém o último exemplar de chácara conventual urbana da cidade de São Paulo.
O acesso ao local é restrito as monjas que habitam o Mosteiro da Luz e não é aberto ao publico.
Fontes


Nossas Fotos e Vídeos 


































































































Presépio Napolitano que estava fechado













No Café Pinacoteca