segunda-feira, 22 de abril de 2019

Cripta da Catedral da Sé

Cripta da Catedral da Sé

Finalizando o passeio pelo "triangulo histórico de São Paulo" fomos à Cripta da Catedral Metropolitana de São Paulo, também conhecida por Catedral da Sé.


Cripta - Altar Fotos: Nathalia Sartarello

Vocês sabem o significado de cripta? Como a maioria das palavras ela tem origem latina e se refere a galerias subterrâneas para enterrar os mortos. Ou seja, é um cemitério, uma espécie de capela cavada, destinada a guardar os sarcófagos dos bispos e arcebispos debaixo da Catedral da Sé (bem debaixo do altar-mor).

Foi nosso passeio anterior.

Sua dimensão é de 619 m² e 7 metros de altura. As colunas e escadas do salão são feitas de granito e o piso de mármore de Carrara, em preto e branco, e o teto cheio de arcos com tijolos, parecidos com os da catedral, em estilo gótico.


Piso de mármore de Carrara

Essa grandiosidade toda tem um motivo: é na cripta que "descansam" algumas personalidades da história paulistana.

A cripta foi inaugurada em 1919 ( primeira parte da catedral a ficar pronta) e recebeu os restos mortais dos bispos que estavam enterrados na antiga catedral.

Nela estão sepultados 15 corpos de bispos portugueses e brasileiros que atuaram na cidade São Paulo.

Entre os 30 câmaras mortuárias, 18 deles já estão ocupados, o mais procurado está localizado atrás das escadas de acesso é do cacique Tibiriçá, um dos primeiros índios a serem catequizados pelos jesuítas, quando a cidade ainda era a Vila de São Paulo de Piratininga.


                                                       Detalhe da cripta do Cacique Tibiriçá, na catedral da Sé

Ainda dentre "os moradores" da cripta, está o corpo do primeiro bispo brasileiro, Antônio Joaquim de Mello, de 1861.

Aqui também está enterrado Diogo Antônio Feijó, ou Regente Feijó, que além de padre, foi também político durante o período do Império.
Mausoléu de Regente Feijó

Outro é (padre) Bartolomeu de Gusmão, que foi o inventor dos balões aerostáticos.
padre Bartolomeu de Gusmão

Dom Duarte Leopoldo e Silva (Taubaté, 04/04/1867 +13/11/1938), primeiro arcebispo de São Paulo, iniciou mandato em 14/04/1907, nomeado em 1906, terminou em 1938 com seu falecimento. 
Em 1912 iniciou a construção da atual Catedral da Sé.

Em 2016 foi Paulo Evaristo Arns, o primeiro cardeal da cripta, franciscano, faleceu aos 95 anos, 24 anos após o último bispo enterrado que era José Thurler, que faleceu em 1992.




Já existe um túmulo (?) reservado para o atual cardeal, Odilo Scherer. 

Como será a sensação de poder olhar para o seu próprio túmulo e saber que lá será sua morada? 
    
Futuro túmulo do atual cardeal, Odilo Scherer


Finalizando e resumindo,  além de Tibiriçá e do Regente Feijó, há outras duas exceções aos bispos e arcebispos aqui enterrados. O padre Aguinaldo José Gonçalves, quem inaugurou a Catedral, e o padre Bartolomeu de Gusmão.

Santo Sudário?

Sudário é o lençol, de linho branco de 4,36x 1,10 m, que envolveu Jesus Cristo no seu sepultamento e ficou marcado com seu sangue. É uma prova de que Jesus realmente existiu.

Nele aparece sua imagem de corpo inteiro, de frente e de costas, com todas as marcadas da paixão.

O Sudário original está guardado na cidade Turim, na Itália.



Cópia do Santo Sudário

Essa exposição organizada pela ABESS (Associação Brasileira de Estudos do Santo Sudário), tem feito como intuito comprovar que não há como essa prova ter sido forjada.




Fonte:
Nathalia Sartarello Blog
Arquidiocese de São Paulo
Veja São Paulo
São Paulo City
Garoa Histórica

Nosso Passeio:

Passeio à cripta da Catedral da Sé

Passeio à cripta da Catedral da Sé

Fonte: You Tube



















































Catedral Metropolitana de São Paulo

Catedral Metropolitana de São Paulo




O nome oficial é Catedral Metropolitana de São Paulo, corresponde à Arquidiocese de São Paulo e é dedicada à Nossa Senhora da Assunção.
Sua localização fica na Praça da Sé, s/ nº. Local bem central, no Marco Zero da cidade. A partir dele, contam-se as distâncias de Todas as rodovias que partem de São Paulo e a numeração da vias públicas da cidade.


A catedral, a praça, o conjunto de palmeiras e os monumentos do Marco Zero e de José de Anchieta foram oficialmente declarados patrimônio histórico pela CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) apenas recentemente, em 2016, pela sua importância religiosa e pela ligação direta com a história e formação da Cidade de São Paulo. Ali aconteceram grandes manifestações populares, como os primeiros atos das Diretas Já, na década de 80.
Origem do estilo
O gótico surgiu na França no século XII colocando fim a escuridão da época medieval.
A igreja surge como símbolo de emancipação do povo do poderio feudal. Além do papel religioso, passa também a centralizar todas as atividades comunitárias.
É o fim das pinturas e esculturas tenebrosas que retratam o pânico do Apocalipse pregado pela era medieval. As igrejas surgem então imponentes e iluminadas, induzindo os fiéis a olharem para o alto. Lembram a grandiosidade de Deus, com suas altas torres, que se erguem como que para alcançá-lo e suas grandes janelas com vitrais que deixam a luz entrar em múltiplas cores representando a presença divina.
A arquitetura das igrejas surge embasada em um forte simbolismo teológico que identifica as paredes como base espiritual da Igreja, os pilares como representações de santos e os arcos como sendo caminhos para Deus.
Há críticas quanto a pureza do estilo, prejudicada, dizem, pela inserção da cúpula que lhe confere o título de eclética.
Construção da Catedral
No ano de 1588, os moradores da pequena vila de São Paulo de Piratininga disputavam com os jesuítas a permissão do poder real para construir uma Igreja Matriz.
A construção ainda era muito rústica, feita em taipa de pilão, para vocês terem uma ideia. É uma técnica bem rudimentar que consiste em comprimir terra em forma de madeira.
Esta igreja, situada onde está o Monumento de Anchieta, escultura de Heitor Usai, na Praça da Sé, obteve a  permissão só em 1591 e a construção iniciou-se em 1598 e foi finalizada em 1612.
Com a transformação de vila em cidade em 1740, a Capitania de São Paulo tornou-se a sede Episcopal e com isso a matriz teve o seu verdadeiro valor. 
Contudo a Igreja estava bastante destruída pela passagem do tempo e foi demolida para o início da construção, em 1745, em estilo barroco, terminada em torno de 1764. Esta modesta igreja seria a catedral de São Paulo até 1912, quando foi demolida, para a construção da Catedral atual.
Enquanto a construíam a atual Catedral a Igreja Santa Ifigênia foi a catedral.
A catedral neogótica, cujas características mais marcantes são as formas pontudas e a iluminação natural (claraboias e vitrais), projetada pelo professor da Escola Politécnica, , o alemão Maximilian Emil Hehl tem 
  • 111 m de comprimento, 
  • 46 m de largura e 
  • 65 m de altura (exceto as torres)

Tem capacidade para abrigar 8.000 pessoas. No acabamento foram usadas 800 toneladas de mármore. Suas medidas a tornam uma das maiores igrejas do Brasil e do mundo.
Em termos arquitetônicos, a igreja tem forma de cruz latina, com cinco naves e transepto com cúpula sobre o cruzeiro. A fachada, dotada de um portal principal e uma grande rosácea, é flanqueada por duas altas torres. O estilo elegido foi o neogótico, então em voga no Brasil, mas a cúpula é inspirada por estruturas renascentistas como o célebre domo da Catedral de Florença.

Arco de ogiva ou arco quebrado
                            
O início de sua construção se deu em 25 de janeiro 1912 pelo então Arcebispo Dom Duarte Leopoldo e Silva. 
A Catedral sonhada é hoje o que um dia ele mesmo desejou: “uma escola de arte e um estímulo a pensamentos mais nobres e elevados (…) uma Catedral opulenta que, testemunhando a fartura dos nossos recursos materiais, seja também um hino de ação de graças a Deus Nosso Senhor…”
Todos os mosaicos, esculturas e mobiliário que compõem a igreja foram trazidos por navio da Itália. Entretanto, devido às guerras mundiais, houve grande dificuldade para se concluir a obra. Assim, a inauguração da nova catedral ocorreu somente em 1954, por Dom Carlos Carmelo de VasconcellosMotta, com as torres ainda inacabadas, mas a tempo para a celebração do quarto centenário de São Paulo, no dia 25 de janeiro. 
As torres foram inauguradas em 15 de novembro de 1969. As obras foram tocadas inicialmente por Alexandre Albuquerque, e, a partir de 1940, por Luís Inácio de Anhaia Melo. 

              
Inauguração da Catedral, em foto de Werner Haberkorn.
RESTAURAÇÃO
Fechada durante três anos (1999-2002), a Catedral foi restaurada.
Do projeto original, os torreões, indispensáveis para a definição do estilo gótico da Catedral, não foram executados.
Nas suas bases, aberturas de acesso deixavam que águas de chuva penetrassem em sua estrutura , acelerando o seu processo de deterioração.
Nesses anos todos foram executados os trabalhos de restauro das estruturas: trincas, descupinização, sistema de águas, limpeza, restauração dos vitrais, elementos artísticos, mobiliário e portas, novas instalações elétricas, prevenção de combate a incêndio, luminotecnia e som, recuperação da escadaria e construção de novos banheiros, reservatórios, elevador para deficientes físicos e finalmente os quatorze torreões.


Vitrais - Monumentos   
Ao entrarmos na Catedral, logo acima da porta nos deparamos com três elementos responsáveis pelo crescimento econômico do país esculpidos em pedra: cacau, trigo e uva.
Detalhe da fachada com cacau, trigo e uva esculpidos em pedra
Espalhados pelo interior e exterior da Catedral encontram-se animais de nossa fauna como sapo-boi, tatu, tucano, lagarto e a garça que parecem de longe vigiar tudo o que acontece ao seu redor; além da nossa rica flora entalhada em todos os capitéis e outras figuras da história evangelizadora de Jesus, como: os profetas e apóstolos.
Batistério
Ao lado, logo na entrada da Catedral localiza-se a Pia Batismal rebaixada para lembrar o batismo de imersão da primitiva Igreja, onde a Pia Batismal é confeccionada com mármore de Siena.
Mosaicos
Do lado esquerdo temos o altar de Sant’Ana. Do lado direito, o altar de São Paulo, Patrono da Arquidiocese. Ambos executados por grandes artistas italianos.
Altar-mor
No altar-mor encontramos as pedras de sua execução nas cores da bandeira brasileira, o pálio, os púlpitos, a Mesa da Comunhão e todo simbolismo de suas imagens sacras.
Altar de Sant’Ana
Presbitério
É onde está localizada a Cátedra Arquiepiscopal, o Altar “Versus Populum” e o Ambão da Palavra que foram idealizados pelo artista plástico Claudio Pastro e também as Estalas para os Cônegos que integram o Cabido Metropolitano. 
Vitrais
Não se pode entrar na Catedral sem notar o brilho e o encantamento provocados pelos vitrais.
Podemos encontrar vitrais nacionais executados pela Casa Conrado e europeus feitos por grandes artistas como Quentim, Avenali, Fontana e Max Ingrand.
Capela do Santíssimo Sacramento
Na lateral esquerda da Catedral localiza-se a Capela do Santíssimo Sacramento, onde imensos anjos observam a entrada dos fiéis. Lado a lado estão os Santos Doutores da Eucaristia, acima das bodas de Caná e da cena de Emaús. 
Capela do Santíssimo Sacramento
Sinos
O carrilhão de sinos, localizado nas torres da Catedral, é um dos maiores do Brasil, com 61 sinos sendo 35 acionados eletronicamente.
Órgão
Essa imensa obra de arte confeccionada na Itália é considerado o maior órgão da América do Sul, com cinco teclados manuais e cerca de 12 mil tubos com entalhes a mão, seguindo o estilo gótico.
Órgão
Cardeal Odilo Pedro Scherer - Arcebispo Metropolitano
Padre Luiz Eduardo Baronto - Cura da Catedral
Altar de São Paulo
Fontes: 

Nosso Passeio: